quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CONSELHOS AOS DE MINHA GERAÇÃO

Autor: Dr.Joston Miguel Silva


Estamos envelhecendo.  Não nos preocupemos!  De que adianta, é assim mesmo.  Isso é um processo natural.  É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia.  Essa lei diz que: 

 “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. 

 Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar.  Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.  Com o tempo, os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam.  Sendo assim, relaxe e aproveite.  

Parafraseando Freud:  “A morte é o alvo de tudo que vive”.  Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido.  O mesmo acontece a nós.  O conselho é:  Viva.  Faça apenas isso.  Preocupe-se com um dia de cada vez.  Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”.  Hilário, porém realista.



Ficar velho e cheio de rugas é natural.  Não queira ser jovem novamente, você já foi.  Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige.  Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado.  Esse é o pré-requisito da felicidade.  “O passado é lenha calcinada.  O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”  como já dizia Cícero.



Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se tornar caricatura de si mesmo.  Fazendo isso ganhará qualidade de vida.  Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado.  Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora.  A flor da idade ficou no pó da estrada.  

Então, para que se preocupar?!  Guarda os bisturis e toca a vida.



Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos?  Os bonitos.  Você nunca me verá por lá.  Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança.  Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos.  Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem.  Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las!  Suas memórias estão salvas nelas.  Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais.  O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.




Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos.  Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.  Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. 

 Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu.  Se não viveu na fase de vida, o melhor a fazer é esquecer.



A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar.  É viver uma fase que não é mais sua.  Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios.  Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido.  Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento.  Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura.  A vida é o que importa.  Concentre-se nisso. 

 A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.


Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isto é loucura, é exagero. 

"Faça o que pode ser feito com o que está disponível". 

Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não, o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.

Tive um aluno de 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que, pelo fato de conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz do que ele. Pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: "quem tem muito dentro precisa ter pouco fora".

Este é o segredo de uma boa vida.

Autor: Dr. JOSTON MIGUEL SILVAPSICÓLOGO, HIPNÓLOGO E PARAPSICÓLOGO.

Formado em Psicologia comportamental, tem que dois mestrados,com incursões em Parapsicologia - pesquisa em fenômenos da mente. Fundador com colegas do Centro de Parapsicologia de Brasília e o Núcleo de Estudos dos Fenômenos Paranormais na Univ.de Brasília; Hipnose; PNL; auto ajuda; tecnologia comportamental aplicada ao ensino-aprendizagem com algumas invenções; Dinâmica de Grupo; escreveu e publicou 15 livros, um pelo site Clube de Autores com o título REFLEXÕES DO ETERNO BUSCADOR DA LUZ; publicado no www.iaulas.com.br o livro E A ESTUPIDEZ PREVALECEU e o texto provocativo PAPO PARA ENDOIDAR A MENTE - n.º1; ainda no prelo O SEXO NO DIVÃ; com a esposa é no momento Orientador Espiritual no ASHRAM C.H.T EVENTOS na Praia de Acapulco, em Vera Cruz, município localizado na Ilha de Itaparica - BA.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

COMO A CORRIDA PODE CONTRIBUIR PARA A LONGEVIDADE

Matéria veiculada no site i3i - http://www.i3i.com.br/artigo/como-a-corrida-pode-contribuir-para-a-longevidade!

Como a corrida pode contribuir para a longevidade

28 de agosto de 2014, escrito por Redação i3i, na categoria Esporte

Fonte  

Conteúdo exclusivo © i3i 

A corrida é uma dos esportes mais completos para o corpo. Mas a sua prática após os 60 anos requer atenção especial. Seguindo as dicas e adotando os cuidados necessários, o exercício pode ser garantia de mais qualidade de vida e longevidade. Agora, antes de pôr os tênis e sair por aí, é fundamental consultar um médico

Treino e persistência levaram José Amâncio ao primeiro lugar no pódio em disputa em Salvador

Aos 70 anos, o baiano José Amâncio Neto é um exemplo de como a corrida pode revolucionar uma vida. Há cinco anos, o aposentado decidiu abandonar a bebida e investir em mais qualidade de vida. “Cheguei no meu limite. Não conseguia nem amarrar os cadarços”, comenta. E nessa transformação a corrida foi fundamental. “Perdi peso, passei de 100kg para 80kg, recuperei o fôlego e a disposição”, comenta ele, que é praticamente um corredor profissional.
Atualmente, José Amâncio Neto corre em grupo três vezes por semana, sempre às 5h30min. O horário até já rendeu um apelido engraçado “os tiradores de leite”, uma referência a quem tem que madrugar para ordenhar vacas. Além disso, o aposentado tem investido nas provas de longa distância, como as com percurso de 21 km, que ele percorre em 2h30min. Em 26 de julho deste ano, ele conquistou troféu ao ficar em primeiro lugar na categoria veterano, em prova realizada em Salvador.  
E para incentivar outras pessoas, ele criou dois blogs, onde relata as suas experiências. “Todo mundo pode, basta querer”, afirma. Mas ele confessa alguns segredos. Engana-se quem pensa que basta colocar a roupa de esporte e sair correndo por aí. Bem pelo contrário. Segundo Amâncio, o ideal é começar aos poucos, para melhorar o condicionamento físico. Outra dica é manter a disciplina. “Não adianta correr três meses e depois parar uma semana”, reforça.
Nesta lógica, a colaboradora do Programa Atividade Física e Recreativa para a Terceira Idade, da Universidade Federal de Uberlândia (MG), Bárbara Gomes, explica que a prática da corrida é capaz de controlar, tratar e prevenir doenças, como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, varizes e problemas respiratórios. Uma das vantagens da corrida é que não requer um espaço específico para ser realizada. Ao contrário, muitas vezes os espaços públicos, como praças e parques, são ideais.
Agora já dá para começar a deixar a preguiça de lado e escolher o melhor horário e local para dar os primeiros passos. Boa corrida!


Antes de começar a correr, é importante visitar um médico

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

VOVÔ CORREDOR

MATÉRIA VEICULADA EM MEU BLOG NO JORNAL CORRIDA
http://www.jornalcorrida.com.br/runbrasil/2014/08/vovo-corredor-por-jose-amancio/


Vovô corredor

Imagem1
NESTE ANO, COMEMOREI O 26 DE JULHO, dedicado aos avós – por ser o dia de São Joaquim e Senhora Sant’Ana, pais de Maria, mãe de Jesus – da forma que mais gosto: participei de uma corrida de 10 km e ainda fui o vencedor em minha categoria (70/75 anos).
A Associação dos Veteranos da Bahia – AVAB teve a feliz ideia de realizar nessa data a tradicional Corrida 2 de julho, um evento que homenageia os heróis da independência da Bahia, que lutaram e venceram os inimigos em renhidas batalhas e que não foi realizada na data oficial, em virtude dos jogos da Copa do Mundo.
Quando comecei a correr, após completar 65 anos, eu já era um veterano classificado nas últimas categorias, ou seja, 65/69 anos, abaixo apenas da 70/75 anos, a que me encontro atualmente e a de 75 anos acima. O normal é que nessa idade as pessoas já estejam desacelerando. No meu caso não. Estreei no mundo das corridas e mudei um paradigma –  o de que o idoso deve e precisa fazer atividades físicas, mas corrida não é exatamente o mais recomendado pelos médicos.
Fazer caminhadas, hidroginástica, musculação, etc. são atividades físicas excelentes para a saúde de pessoas idosas, mas correr é melhor ainda, porque além de tudo é um ESPORTE.  Eu, que nunca pratiquei nenhum esporte em toda a minha vida, tive a felicidade de descobrir nessa atividade uma maneira de dar mais sentido a minha vida e reescrever minha história.
Posso assegurar que é muito bom juntar-me a pessoas de minha faixa etária para simplesmente CORRER. Não há contraindicação. Durante todo o tempo o que se vê é um ambiente de confraternização, de conversas sobre corridas e de alegria. Não há melhor remédio para o idoso!
Infelizmente a maioria das pessoas acostumadas a caminhar não adere à corrida alegando que cansam rapidamente. Não sabem o que estão perdendo. Quem pode caminhar pode correr. A diferença é o ritmo e o treino. Para caminhar não é preciso treinar, mas para correr, como em todo esporte, o treino é imprescindível. O cansaço desaparece com algum tempo de treinamento.
A XV CORRIDA 2 DE JULHO foi realizada na pista do Parque de Pituaçu na cidade de Salvador, Bahia (fotos). Trata-se de um percurso em terra batida, de média dificuldade, em face da existência de desníveis, poças, buracos e até atoleiros, mas consegui manter um ritmo em torno de 6m o km, o que me permitiu fazer a prova em 1h1′ e ser o primeiro entre todos os participantes com idade superior a 70 anos.
A premiação contempla uma quantidade maior de atletas a partir da faixa 55/59 anos. Assim, o 1º classificado recebe um troféu e os demais, do 4º ao 5º, medalhas diferenciadas. Fui o 1º colocado em minha categoria, subi ao ponto mais alto pódio pela segunda vez este ano, primeira vez em Salvador, (a outra foi em Feira de Santana) e fiz a festa!
Até breve….

quinta-feira, 29 de maio de 2014

MATÉRIA VEICULADA EM MEU BLOG NO JORNAL CORRIDA



70 anos, primeiro pódio, primeiro troféu

podio
FEIRA DE SANTANA, cidade mais populosa do interior nordestino, apesar de contar com um grande número de adeptos da corrida de rua, somente neste último domingo, 25 de maio de 2014, realizou a sua primeira prova oficial. Nela tive oportunidade de subir ao ponto mais alto do pódio e conquistar meu primeiro troféu.
O evento, um sucesso absoluto, foi organizado em três modalidades: caminhada de 3 km, corrida de 5 km e 10 km e contou com representantes de cerca de 19 cidades baianas, como Alagoinhas, Serrinha, Jacobina, Salvador e outras. Foram mais de R$ 12.500 reais em premiação e medalhas para os participantes, dos quais ganhei R$ 100,00!
Tenho um carinho especial por essa cidade, onde residi no período de 1987 a 1991, exercendo a função de Gerente Geral da Agência do Banco do Nordeste. Depois, minha ligação permaneceu ativa, tendo em vista que meu filho primogênito, Mark Robson, após se formar em Medicina e especializar-se em Cardiologia, resolveu fixar residência na “Princesa do Sertão”, desde o ano de 2001.
Assim, sempre visito a cidade e não nunca perco a oportunidade de treinar com amigos e amigas, que também participaram da festa, como a maratonista Edna Pio Pio (foto), Milton Falcão (foto), Sara Almeida e outros, nas suas belas e espaçosas avenidas, especialmente Getúlio Vargas e Noide Cerqueira, que serviram de palco para a primeira corrida oficial.
Desde que ingressei em minha nova categoria, qual seja 70/74 anos, participei apenas de uma corrida oficial no Estado, mais precisamente a Corrida Sagrada 2014, na qual conquistei o 2º lugar.
Considerando que a maioria de meus concorrentes diretos de Salvador e região, ainda permanecem na categoria anterior (65/69), minhas chances de vitórias estão maiores. Nessa corrida as mesmas aumentaram, face à ausência dos principais “adversários” de Salvador.   Desse modo, ao observar os participantes, não visualizei nenhum idoso “canela fina”, de modo que poderia correr com amplas perspectivas de ser o vencedor da categoria.
Estava bem treinado e confiante, além do percurso ser de baixa dificuldade, praticamente todo no plano, contando apenas com duas rampas em um viaduto, de 110 m cada, imprimi um ritmo de 6min/km nos primeiros 5 km. Ainda pensei em forçar um pouco e tentar fazer um sub-60 na prova, mas vendo que não havia perigo de ser superado e também pelo aumento da temperatura, resolvi baixar um pouco e cruzei a linha de chegada com o tempo de 01h02′20″.
O resultado foi suficiente para ser o vencedor da categoria pela primeira vez, subir ao lugar mais alto do pódio, ganhar um belo troféu e até um “presentinho” em dinheiro!
Essa conquista que para muitos pode parecer banal, para mim teve um grande significado, pois aos 70 anos de idade me sinto muito bem graças a Deus e a corrida de rua certamente vem contribuindo para tal…
Até breve…
foto: arquivo pessoal e site nergiaesportiva.com

segunda-feira, 28 de abril de 2014

OFICIALMENTE IDOSO



Ao completar 70 anos de vida neste 28 de abril de 2014, mais uma vez reli o excelente texto do Frei Leonardo Boff escrito por ele quando completou a mesma idade, ao qual denominou Oficialmente Velho. No meu caso prefiro intitular Oficialmente Idoso.

Sem nenhuma pretensão, o fato e que não me sinto velho. Posso ate dizer que me sinto melhor do que quando tinha 20 anos menos. O que aconteceu foi que aos 64 anos dei uma guinada em minha vida quando parei de ingerir bebidas alcoólicas e passei a fazer atividades físicas.

Assim, posso estar velho pela idade avançada, mas me sinto muito bem pela disposição que adquiri através da pratica de corrida de rua. 

Quando completei 65 anos escrevi um texto ao qual dei o título de Oficialmente na Terceira Idade. O mesmo resume minha historia e transcrevo abaixo.

Ao completar 65 anos neste 28 de abril de 2009, ingresso oficialmente na “Terceira Idade” de acordo com Legislação Oficial.

Este título foi inspirado no excelente texto do mestre Leonardo Boff, “Oficialmente Velho”, que escreveu ao completar 70 anos e que pode ser encontrado no sitewww.velhosamigos.com.br, no link “autores em destaque”.
Foto em 28/04/2009
Essa propalada Terceira Idade tem algumas vantagens, sim. A principal é o direito de não pagar passagens em ônibus coletivos convencionais urbanos. Este de fato é um benefício extraordinário, pois favorece milhões de brasileiros desafortunados.

Outro benefício importante que eu adquiri, foi passar a pagar menos imposto de renda. Considerando que somente um pequeno contingente de idosos neste País ganham o suficiente para superar o limite mínimo de isenção desse tributo, não posso deixar de considerar-me um privilegiado.

Há outros benefícios que até funcionam satisfatoriamente, já a partir dos sessenta anos, como a prioridade de atendimento em filas de bancos, cartórios, supermercados, etc., em que pese muitas vezes as filas de idosos superarem as demais, pois via de regra só disponibilizam um caixa e/ou atendente, principalmente nos famigerados desrespeitadores de direitos, os insaciáveis bancos.

As vagas reservadas para os idosos nos estacionamentos, por não ter nenhuma fiscalização que eu conheça, só prevalecem quando há vagas suficientes para todos, nos estabelecimentos que as oferece. Assim, qualquer um, num flagrante descaso pela Lei, se não encontram outras vagas, utilizam as destinadas aos idosos na maior “cara de pau”.

Não sou muito adepto do termo “Melhor Idade”, que algumas pessoas insistem em usar para definir os idosos. Para mim, a melhor idade varia de pessoa para pessoa. Vou falar um pouco da minha.

Quando estava de fato na melhor idade, que a meu ver é um conjunto da física e mental, que vai dos 20/22 aos 45/50, por aí, cometi os mesmos erros que a maioria das pessoas cometem. Não “tive tempo” para cuidar do bem mais importante da vida, que é a saúde e que para tanto é imprescindível fazer atividades físicas, ter de uma alimentação equilibrada e fugir dos vícios, como fumo e álcool, como já está cientificamente comprovado.

Resultado, à medida que o tempo foi passando me tornei hipertenso, atingi os três dígitos de peso corporal e vi meus índices de glicemia e triglicérides ultrapassarem os limites da normalidade.

Cheguei a esta situação pelo simples motivo de ter comido, bebido e fumado demais e, sobretudo, não ter dado o devido valor à realização de atividades físicas.

Constituí família aos vinte e três anos. Foi cedo, mas não me arrependo. Estou tendo o privilégio de ver o crescimento de minhas três netas, sendo que duas delas já vão completar dez anos em setembro próximo.

Devido aos vícios, não considero que fui efetivamente um bom marido nem um bom pai. Simplesmente não tinha tempo. Só pensava na carreira funcional e, nas horas vagas, sempre preferia ficar bebendo com os amigos.

Com isso, considero que estraguei um tempo precioso de minha vida, na fase mais bonita do crescimento de meus filhos, de dois aos dez anos, que não acompanhei, como hoje gostaria de ter feito.

Quantas festinhas de escola não “pude ir”!!! Quantos passeios aos jardins zoológicos, aos parques, ao cinema, à praia, não fui com eles porque “não tinha tempo”? Este tempo não volta mais e é profundamente lamentável. Não ví, como deveria de ter visto, meus filhos crescerem.

Infelizmente este é um erro cometido pela grande maioria dos pais. No meu tempo isto acontecia mais fortemente com os homens. Hoje acontece também com as mulheres – com uma agravante – elas estão deixando para terem filhos mais tarde, por causa de suas carreiras profissionais e o resultado é que estão tendo cada vez mais gestações complicadas, os filhos são criados por empregados e cada dia há mais casamentos desfeitos. Que pena!

Felizmente acordei e espero que tenha sido a tempo. Parei com os vícios, principalmente a bebida e o cigarro e passei a fazer atividades físicas com mais intensidade. Além de caminhadas diárias, com um mínimo de uma hora de duração, faço também hidroginástica três vezes por semana.

Tendo conseguido emagrecer dezessete quilos nos últimos dez meses, considero que RENASCI, pois minha hipertensão está sob controle, meus índices de glicemia e triglicerídes normalizados e, aos 65 anos, estou me sentindo ótimo. Então, acho que mereço PARABÉNS - GRAÇAS A DEUS.

José Amâncio Neto, de Salvador-Ba,
Em 28 de abril de 2009.

Transcrevo também o texto de Frei Leonardo Boff, no qual me inspirei.


Oficialmente velho
Neste mês de dezembro completo 70 anos. Pelas condições brasileiras, me torno oficialmente velho. Isso 
não significa que estou próximo da morte, porque esta pode ocorrer já no primeiro momento da vida. Mas é uma outra etapa da vida, a derradeira. Esta possui uma dimensão biológica, pois irrefreavelmente o capital vital se esgota, nos debilitamos, perdemos o vigor dos sentidos e nos despedimos lentamente de todas as coisas. De fato, ficamos mais esquecidos, quem sabe, impacientes e sensíveis a gestos de bondade que  nos levam facilmente às lágrimas,

 Mas há um outro lado, mais instigante. A velhice é a última etapa do crescimento humano. Nós nascemos inteiros. Mas nunca estamos prontos. Temos que completar nosso nascimento ao construir a existência, ao abrir caminhos, ao superar dificuldades e ao moldar o nosso destino. Estamos sempre em gênese. Começamos a nascer, vamos nascendo em prestações ao longo da vida até acabar de nascer. Então entramos no silêncio. E morremos.

 A velhice é a última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: ”na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenece o homem interior”(2Cor 4,16). A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Esta identidade devemos encará-la face a face.

 Ela é pessoalíssima e se esconde atrás de muitas máscaras que a vida nos impõe. Pois a vida é um teatro no qual  desempenhamos muitos papéis. Eu, por exemplo, fui franciscano, padre, agora leigo, teólogo, filósofo, professor, conferencista, escritor, editor, redator de algumas revistas, inquirido pelas autoridades doutrinais do Vaticano, submetido ao “silêncio obsequioso” e outros papéis mais. Mas há um momento em que tudo isso é relativizado e vira pura palha. Então deixamos o palco, tiramos as máscaras e nos perguntamos: Afinal, quem sou eu? Que sonhos me movem? Que anjos que habitam? Que demônios me atormentam? Qual é o meu lugar no desígnio do Mistério? Na medida em que tentamos, com temor e tremor, responder a estas indagações vem à lume o homem interior. A resposta nunca é conclusiva; perde-se para dentro do Inefável.

 Este é o desafio para a etapa da velhice. Então nos damos conta de que precisaríamos muitos anos de velhice para encontrar a palavra essencial que nos defina. Surpresos, descobrimos que não vivemos porque simplesmente não morremos, mas vivemos para pensar, meditar, rasgar novos horizontes e criar sentidos de vida. Especialmente para tentar fazer uma síntese final, integrando as sombras, realimentando os sonhos que nos sustentaram por toda uma vida, reconciliando-nos com os fracassos e buscando sabedoria. É ilusão pensar que esta vem com a velhice. Ela vem do espírito com o qual vivenciamos a velhice como a etapa final do crescimento e de nosso verdadeiro Natal.

 Por fim, importa preparar o grande Encontro. A vida não é estruturada para terminar na morte mas para se transfigurar através da morte. Morremos para viver mais e melhor, para mergulhar na eternidade e encontrar a Última Realidade, feita de amor e de misericórdia. Ai saberemos finalmente quem somos e qual é o nosso verdadeiro nome.

 Nutro o mesmo sentimento que o sábio do Antigo Testamento: ”contemplo os dias passados e tenho os olhos voltados para a eternidade”.

 Por fim, alimento dois sonhos, sonhos de um jovem ancião: o primeiro é escrever um livro só para Deus, se possível com o próprio sangue; e o segundo, impossível, mas bem expresso por Herzer, menina de rua e poetisa:”eu só queria nascer de novo, para me ensinar a viver”. Mas como isso é irrealizável, só me resta aprender na escola de Deus. Parafraseando Camões, completo: mais vivera se não fora, para tão longo ideal, tão curta a vida.



No ano passado, escrevi o texto abaixo.


ENVELHECENDO COM SAÚDE E ALEGRIA



Hoje, 28 de abril de 2013, estou completando 69 anos de idade. O melhor presente Deus já vem me dando e é só o que peço a Ele: SAÚDE e disposição para fazer atividades físicas, especialmente CORRER!

Comecei a reescrever minha história em 11/10/2008, quando consegui parar de beber. Este foi efetivamente o primeiro passo.  O segundo passo ocorreu a partir do momento que decidi incluir atividades físicas em minha vida, ou seja,  no início do ano de 2009.

O terceiro e decisivo passo aconteceu em setembro de 2009, no momento em que comecei a treinar num clube de corrida, descobri que podia correr e, o mais importante, eu gostei.  Foi amor a primeira vista! Também me reaproximei de Deus, reaprendi a rezar, tornei-me Devoto da Mãe Aparecida e admirador do Padre Marcelo Rossi, passei a frequentar a Igreja e assistir Missa aos domingos. 

Nesses quase quatro anos já participei de 42 provas oficiais, inclusive duas meias maratonas e uma corrida de 25 km, no percurso de São Cristóvão a Aracaju, no Estado de Sergipe.

Aliado ao gosto pela corrida, encontrei também uma nova satisfação, qual seja escrever textos e divulgar nos blogs que criei. Assim, meu primeiro blog estreou em 07/06/2009, justamente com o texto que escrevi quando completei 65 anos e ingressei oficialmente na terceira idade. Hoje o mesmo já conta com mais de 27.500 visualizações.

Em outubro de 2011 criei um segundo blog, ao qual dei o nome deCorredor da Terceira Idade, cujo objetivo é relatar minhas corridas oficiais. O mesmo já foi visualizado até esta data por mais de 8.500 internautas. A partir de junho de 2012 comecei a escrever textos para um novo blog no Jornal Corrida, de modo que até o momento já foram veiculadas 10 matérias de minha autoria no citado jornal, que podem ser conferidas acessando os links a seguir:


1º texto – apresentação – junho/2012
2º texto – uma maratona para Salvador/ junho 2012
3º texto – Relato de minha primeira meia maratona
http://www.jornalcorrida.com.br/runbrasil/?p=3309
4º texto – Onde correr em Salvador – 16/08/2012
5º texto - 3ª Meia Maratona Iguatemi Farol a Farol
6º texto – Ultramatonista? A Bahia tem sim senhor!
7ª texto – São Silvestre Um sonho Realizado
8º texto – corrida e Carnaval? Salvador tem!
9º texto – Venci meu desafio 2013
10º texto – Correr: bom para a saúde e para fazer  amigos

Nesse tempo fui alvo de matérias veiculadas em órgãos de imprensa de circulação local e nacional, as quais igualmente podem ser lidas acessando os links abaixo: 





http://atarde.uol.com.br/esporte/noticia.jsf?id=5809635&t=Esporte+Amigo:+Jose+Amancio+67+trocou+o+vicio+da+bebida+pelo+da+corrida


Confesso que gosto de divulgar minhas conquistas por um motivo muito simples: tentar motivar os leitores a seguir meu exemplo, pois se foi bom para mim, pode ser também para outras pessoas. 

Quando vejo minhas fotos de alguns anos atrás, avalio o quanto foi importante a atitude que tomei e como consegui mudar minha vida para melhor. As imagens não deixam dúvidas:
Parar de beber, emagrecer e começar a fazer atividades físicas efetivamente não é fácil, mas não é impossível e qualquer pessoa pode conseguir. É preciso somente uma boa dose de determinação e força de vontade. Garanto que vale a pena, pois nada é mais importante do que a nossa saúde, que não tem preço e é o bem maior que possuímos. 

Como envelhecer é o preço que pagamos para continuarmos vivos, o   melhor é envidar esforços para Envelhecer Com Saúde e Alegria.....

Vida que segue...



Um ano se passou e graças a Deus continuo me sentindo muito bem. Hoje comemorei meu aniversário de forma muito agradável e que me deixou muito feliz. Tive a felicidade de assistir a missa no Santuário da Mãe Aparecida,rezar e agradecer pessoalmente as bençãos que me foram concedidas, juntamente com minha querida esposa Graciene, reencontrar e ficar hospedado na residencia de minha estimada comadre APARECIDA BREGALDA, na cidade de Taubate-SP.


Aparecida com sua filha Cinthia e suas netas Julia e Sophia, bem como sua irma Aurora (foto ao lado).














Muito obrigado por tudo, meu Deus e minha Mãe!....

sexta-feira, 4 de abril de 2014

FORTALEZA, LUGAR BOM PARA CORRER E PASSEAR


Fortaleza, lugar bom para correr e passear

Texto veiculado em meu blog no Jornal Corrida: 04/04/2014.
fortaleza - eu e Lia
FORTALEZA é sem sombra de dúvidas uma das mais bonitas e acolhedoras capitais do Nordeste. A primeira vez que a visitei foi no ano de 1962, quando participei de uma excursão para comemorar a conclusão do Curso Ginasial. Sendo sede do Banco do Nordeste, instituição da qual me tornei funcionário em 1965, cinco anos depois fui fazer um curso com a duração de três meses , de modo que passei a gostar muito da cidade.
Até então residia na cidade de Simão Dias (Sergipe) mas quis o destino que em 1972 eu fosse transferido para a cidade de Sobral, Ceará, distante 250 km, mas que me possibilitava ir à capital cearense com alguma frequência. Em 1974 retornei ao meu torrão natal, o estado de Sergipe, mas em virtude da função gerencial que exercia no banco, tinha oportunidade de viajar para lá pelo menos duas vezes por ano.
Assim, minha ligação com essa cidade é de longas datas e depois de correr a São Silvestre e participar da Corrida Cidade de Aracaju, meu sonho era correr em Fortaleza, a cidade que adotei como uma das mais queridas.
Esse sonho foi realizado dia 30 de março último, quando fiz os 10 km do Circuito das Estações, etapa Fortaleza. Para minha alegria, na prova tive a companhia da amiga Lia Campos (na foto acima comigo), corredora e blogueira que conheci virtualmente através do Jornal Corrida, mas esta já foi a terceira vez que nos encontramos, sendo duas em Fortaleza e uma em Salvador.
A corrida para mim é o esporte que além de contribuir para manter minha saúde, me possibilita conhecer pessoas maravilhosas e que admiro muito, como é o caso de Lia e tantas outras por esse Brasil a fora.
Nos três dias que antecederam a corrida (27, 28 e 29) treinei prazerosamente na Av. Beira Mar, point dos corredores da cidade e que oferece ótimas condições para a prática do esporte. A avenida é sinalizada com cones numa extensão de 3 km, formando uma pista para ciclismo e corrida, de modo que os cearenses estão de parabéns, pelo incentivo que recebem.
Além dessa pista, a beira mar conta ainda com um longo calçadão, bastante largo e bem conservado, onde se misturam pessoas de todas as idades, umas caminhando e outras correndo, num bonito cenário.
O Circuito das Estações é uma festa e a beleza de Fortaleza contribuiu para que o seu brilho fosse ainda maior. Até São Pedro ajudou e mandou uma chuva de pequena intensidade, que serviu para amenizar o forte calor que fazia.
Corri descontraído, feliz e tive oportunidade de conhecer corredores que Lia me apresentou, como foi o caso de Manoel Djacir Braga, cujo maior prazer, além da corrida, é “tirar retrato” da “galera”. Outro que me foi apresentado e inclusive corremos juntos boa parte da prova, foi Raimundo Alberto CORDEIRO Vinhas, igualmente corredor da terceira idade na categoria 70/75, que esbanja vitalidade e serve de exemplo, já tendo sido personagem de várias matérias nos órgãos da imprensa local.
Naturalmente, fiz uma prova sem nenhuma preocupação em “bater tempo”, fazendo fotos e apenas desfrutando do prazer de correr , que tanto gosto.
Até breve…

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CORRIDA SAGRADA, OBRIGADO SENHOR DO BONFIM

MATÉRIA VEICULADA EM MEU BLOG NO JORNAL CORRIDA, EM 27/01/2014




Corrida sagrada, obrigado Senhor do Bonfim!

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O CALENDÁRIO de corridas de rua na Bahia começa oficialmente na 2ª quinta-feira após o Dia de Reis, que é comemorado pelos católicos no dia 06 de janeiro, quando é realizada a tradicional festa da Lavagem do Bonfim e a Corrida Sagrada abre as festividades.
Saindo da Conceição da Praia, o percurso tem aproximadamente 6.8 km até a chegada à Colina Sagrada do Senhor do Bonfim – apesar dos caminhantes insistirem em dizer que são 8 km e alardearem que “quem tem fé, vai a pé”, exagerando no grau de dificuldade que a empreitada oferece.
Tradição mantida há mais de dois séculos, a Lavagem do Bonfim, que foi tombada pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Imaterial Nacional, é marcada pela forte presença do sincretismo religioso entre o catolicismo e o candomblé. Devotos do Senhor Bom Jesus do Bonfim e Oxalá se reúnem para festejar, prestar homenagens e pagar promessas no cortejo em direção à Colina Sagrada. Além do contexto religioso, a Lavagem do Bonfim também é caracterizada pela grande festa que acompanha e circunda o trajeto de fé.
Este ano a Lavagem do Bonfim teve uma caminhada católica, que também antecedeu o cortejo das baianas e foi batizada de “Lavagem de Corpo e Alma”, cujo objetivo foi resgatar a dimensão da piedade popular e penitencial da caminhada até a Igreja do Bonfim.
Até 2009 participei várias vezes da Festa da Lavagem, fazendo o percurso caminhando, fumando, bebendo litros de cerveja e comendo “churrasco de gato” (feito de carne de procedência duvidosa), quando demorava mais de duas horas para chegar, “morrendo” de cansado.
Nunca imaginei que um dia poderia fazê-lo correndo e chegar abaixo de 40 minutos, sem praticamente sentir nenhum cansaço, o que considero um verdadeiro “milagre” do Senhor do Bonfim. Participo todos os anos para agradecer a benção que me foi concedida e que para mim já se caracteriza como um “pagamento de promessa”.
Foi nessa prova que estreei no mundo das corridas em janeiro de 2010 e não é sem razão que a mesma é muito especial. Este ano foi a minha 5ª vez (abaixo fotos na sequência da minha participação de 2010 a 2014) e teve um sabor ainda mais marcante: foi a primeira disputando em minha nova categoria (70/74 anos). Exatamente por ser uma estreia, decidi tentar uma “classificação honrosa” para ficar registrada em meu currículo.
corrida sagrada
Já declarei em outras oportunidades que prefiro correr relaxado, me divertindo e sem preocupação em “fazer tempo”, mas também não posso negar que é prazeroso chegar entre os primeiros.
Assim, fiz uma corrida praticamente no meu limite, ou seja, num “pace” abaixo de 6 minutos o km e o resultado para mim foi satisfatório.
Durante o trajeto vi apenas um de meus principais “adversários” direto, o qual me ultrapassou na altura do 2º km. Ainda pensei em tentar acompanha-lo e o fiz por algum tempo, mas concluí que seria muito difícil e preferi manter meu ritmo. Ele chegou 40 segundos na minha frente!
Meu tempo oficial foi de 00:39:24min e fui classificado em 2º/6 lugar em minha categoria e 252º/439 na classificação geral masculino, meu melhor desempenho em todas as participações.
Para conseguir esse feito, naturalmente precisei treinar bastante e não relaxei sequer no período das festividades de fim e começo de ano, de modo que só no período de 01 a 14/01, corri mais de 100 km.  Fica mais uma vez comprovado que quando a gente treina com determinação e disciplina, os resultados aparecem!
Até breve….

José Amâncio Neto - Bancário aposentado de Salvador (BA), começou a correr em 2009 para manter a saúde e fazer novos amigos. Além deste blog, é autor do blog Corredor da Terceira Idade. Fale com o José Amâncio:TWITTER ou FACEBOOK -