sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ONDE CORRER EM SALVADOR


Barra
Av. Magalhães Neto
 Boca do Rio (antiga sede do Bahia)
Praia do Sesc
Praia de Plakaford

NÃO É TODO corredor que gosta de treinar, mas não tem jeito. Treinar é preciso! Eu sou um corredor da terceira idade e posso assegurar que o progresso que obtive com relação à prática de corrida nos últimos sete anos foi consequência de muito treinamento.

Naturalmente não é muito comum uma pessoa começar a correr após completar 65 anos, como foi o meu caso, mas com vontade, disciplina e, sobretudo, treinamento, é possível chegar aonde cheguei, ou seja, fazer um sub -60 nos 10 km e correr sete Meias Maratonas.

A cidade de Salvador, onde moro, oferece várias possibilidades para quem adotou a corrida de rua como forma de melhorar a saúde e gosta de treinar e,
afora outros locais que não conheço, mas que certamente existem, a partir da Praia do Porto da Barra e até a Praia de Stella Maris, são 30 km de orla em ótimas/boas/regulares, condições para treinar, seja nas pistas, nos calçadões ou na areia.

Começando no Porto da Barra, o corredor encontra um calçadão novo, de ótima qualidade, compartilhado com uma ciclovia que se estende até Ondina, numa extensão de 3,5 km.

Barra
Barra

Depois de Ondina, vem o Rio Vermelho totalmente requalificado, que oferece uma bela pista de corrida/ciclovia, numa extensão de quase dois quilômetros.


Rio Vermelho

Na Praia de Amaralina, o corredor encontra um calçadão seminovo, de mediana qualidade, compartilhado com uma ciclovia que se estende até o Jardim dos Namorados, passando pelo charmoso bairro da Pituba, numa extensão de 4 km.

Calçadão de Amaralina

Jardim dos Namorados

Logo em seguida vem o Jardim de Alá, que no momento está sendo requalificado, mas o trecho de 1,5 km até o Aeroclube, na praia de Armação, já está pronto e ficou maravilhoso. 
Praia de Armação
Praia de Armação

O piso da pista no percurso Aeroclube até Piatã, numa extensão de 8,5 km, não é muito bom, pois surgiu da transformação do antigo calçadão, que era revestido de pedra portuguesa e deu lugar a uma pista compartilhada com uma ciclovia. É também um pouco estreito e tem algumas incorreções. Mas só o fato de ficar inteiramente à beira mar, sem prédios do outro lado, transforma a área em um local extremamente agradável para correr. Além disso, passa pelas belíssimas praias de  Boca do Rio, Corsário, Patamares e  Jaguaribe. Sua requalificação já está programada pela Prefeitura.

Chegando em Piatã o corredor vai encontrar uma pista maravilhosa, larga que  se estende até Itapoã, numa extensão de 2 km, passando pela de Plakaford.
Piatã
Piatã
Itapoã
Tem ainda a opção da nova avenida Orlando Gomes, que vai da orla até a avenida Paralela, com 3,5 km, que oferece ótimas condições, inclusive para a prática do ciclismo. 

Av. Orlando Gomes
Av. Orlando gomes
Av. Orlando Gomes

Igualmente, tem ainda as Avenidas Pinto de Aguiar e Magalhães Neto, sendo que esta é fechada aos domingos para a prática de vários esportes, se tornando num point para encontro de corredores, ciclistas, etc.

Av. Pinto de Aguiar
 Av. Magalhães Neto
Av. Magalhães Neto
Av. Magalhães Neto

Mas não é somente na orla. A imponente Praça do Campo Grande, com suas árvores frondosas e seculares, oferece um calçadão muito largo e com quase 1 km de extensão, ideal tanto para caminhadas, como para corrida.

Campo Grande

dique do Tororó é outro local ótimo, cujo calçadão em volta do lago tem aproximadamente  2,6 km.  Os canteiros centrais das avenidas Centenário, Bonocô e Paralela, são também muito bons, sem esquecer o Centro Administrativo.

Dique do Tororó (acima e abaixo)
 Av. Centenário
Av. Centenário
 Av. Bonocô

Av. Paralela, que no momento está indisponível, face as obras do Metrô, mas que depois da pronta, certamente será uma boa opção.
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Centro Administrativo

O Parque da Cidade, completamente reformado, com pistas que chegam aos 5 km em diversas direções, ficou uma ótima opção.

Parque da cidade
Parque da cidade
Parque da Cidade

As praças do Imbuí, dos Eucaliptos, do loteamento Aquários e Ana Lúcia Magalhães são outras opções excelentes, onde inclusive as assessorias esportivas fazem ponto todos os dias da semana, tanto pela manhã quanto a noite.


Imbuí
Praça dos Eucaliptos
Praça dos Eucaliptos
Pça do Lot Aquários
Praça Ana Lúcia Magalhães

Há também o majestoso Parque de Pituaçu, cuja volta completa dá exatos 15 km, ideal para se treinar longões. No momento o mesmo está sendo requalificado, mas pode ser usado.  

Parque do Pituaçu (acima e abaixo)



As Dunas, na Praia de Stella Maris, com suas areias branquinhas, fininhas e cristalinas,  oferecem condições ideais para treino de força, o que pode ser feito também nas areias fofas da praia de Armação.

Dunas (acima e abaixo)


Outro local bom para treino de força, é o Terminal de Cargas do Aeroporto (TECA), com uma pista de 5 km, em estrada com pouco trânsito.

Por fim, vale citar a nova orla da Ribeira, completamente requalificada, assim como a Av. Suburbuna, com seus quase 14 km de extensão, que pode servir de opção, para corredores que treinam antes do dia amanhecer, face o trânsito intenso no local.  

 Ribeira (acima e abaixo)

 Av. Suburbana (acima e abaixo), mostrando no primeiro plano o Prefeito ACM Neto, responsável por todas as transformações que foram feitas na cidade nos últimos 04 anos. Parabéns Prefeito!


Essas dicas valem para corredores de todo o Brasil, pois quem corre tem que ser disciplinado e não pode se limitar a treinar somente na cidade onde mora. Tem que treinar onde estiver para não perder o condicionamento. Assim, o tênis e todos os demais apetrechos (frequencímetro, meia, bermuda térmica, short, camiseta, som, cinto de hidratação, etc.) se tornam itens indispensáveis nas bagagens de viagens de qualquer amante da corrida.

 Para mim não basta gostar de correr! Tem que treinar!

Até breve…

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ACABOU 2016 - BEM VINDO 2017

Visita à Colina Sagrada, na última sexta-feira do ano (30/12/2016), para agradecer ao Senhor do Bonfim as bençãos recebidas.


Amigos do grupo Free Runners, que foram ao Bonfim no mesmo dia, saindo do Farol da Barra, num percurso de 11,5 km.

Não foi um ano fácil para ninguém. Para mim não foi diferente! Não vou relatar os problemas pessoais, que na verdade pouco interessa. O que passou, passou! Vou relatar o que pode ter alguma utilidade para quem se dispor a ler, principalmente quem é adepto de corrida de rua, atividade através da qual reescrevi minha história. Leia ou releia acessando link:


O ano de 2016 foi o que menos participei de corridas oficiais. Apenas 4, contra 13 em 2010, 17 em 2011, 9 em 2012, 13 em 2013, 8 em 2014  e  9 em 2015, totalizando 73, coincidentemente a idade que, se Deus quiser, completarei em 28/04/2017. A partir da corrida de número 25, todas estão relatadas em meu blog, Corredor da Terceira Idade. Das 24 primeiras fiz apenas um breve resumo, cuja apresentação foi em 27/11/2011.

Neste ano que se passou, vou relatar apenas um fato que aconteceu comigo, o qual julgo interessante dar conhecimento mais detalhado e compartilhar minha experiência, para, se for o caso, servir de exemplo.  

Em 27/08/2016 tomei uma queda feia, na qual desloquei e fraturei o ombro esquerdo. Era uma manhã de sábado, dia que costumo fazer meus longões com os amigos. Naquele dia, pretendia seguir no destino Itapoã, partindo do Jardim de Alá, mas encontrei uns amigos veteranos e decidi segui no rumo Amaralina. 

Quis o destino que antes de chegar no quiosque das baianas do acarajé, ao descer uma leve depressão do calçadão, desequilibrei e caí. Estava correndo leve, trotando, de modo que não machuquei outra parte do corpo, apenas o ombro no qual amparei a queda. 

A partir daí vem a série de coincidências, que considero importantes e que aumenta minha fé na presença de Nossa Senhora Aparecida em minha vida. 

Pouco antes do acidente tinha encontrado meu amigo Luiz Fernando Lopes, dos tempos do Sport Run Club. Ele seguia no sentido Itapoã, mas decidiu voltar para me fazer companhia. Foi ele que me deu toda assistência, me acompanhou até ao Hospital e só se retirou quando meu genro Eduardo Borges chegou. Foi meu anjo.

Sofri bastante, é verdade, começando com a dificuldade para colocar o ombro no lugar e após muitas tentativas pelos médicos, só foi possível no Centro Cirúrgico, com anestesia e tudo o mais, depois de mais de oito horas de espera. Afora isso, passei a encarar o fato como positivo, a partir do seguinte: foi no ombro esquerdo, pior seria se fosse no direito; foi no ombro, pior seria se fosse na perna; tenho duas filhas que dirigem: uma mora comigo e a outra num prédio vizinho ao meu, o que facilitou meus deslocamentos, pois precisei usar tipoia de abdução por 60 dias. 

Após todos os exames, juntamente com o médico, decidimos que, considerando minha idade, era preferível não operar e fazer o tratamento somente com fisioterapia. A forma como encarei o problema é que foi decisiva. Não me entreguei a lamúrias. Com poucos dias já saía para ir à praça onde os clubes de corridas armam suas tendas e ficava conversando com os corredores. 

Com 15 dias já estava fazendo caminhadas leves e exercícios moderados na academia. Após 60 dias e quando fui liberado do uso da tipoia, voltei a correr leve, alternando caminhada e corrida e até meus amigos do grupo Salvador Pro-maratona, encabeçado ultramaratonista Roberto da Encarnação, no dia de minha volta oficial (28/10/2016), me fizeram uma homenagem, correndo comigo do Aeroclube ao local da queda, ida e volta (fotos), num total de 10 km. 

Local exato da queda
Hotel de onde saímos e retornamos para tomarmos o café da manhã, patrocinado pelo ultramaratonista Jéferson Pataro.
Hotel Salvador Mar

Assim, em que pese não ter recuperado a mobilidade total do braço, pois continuo tendo dificuldade para levantar acima da cabeça, após pouco mais de 120 dias, já estou podendo fazer o que mais gosto, que é correr. 

De outro lado, o fato de ter sido obrigado a caminhar, adquiri gosto pela atividade, a qual cheguei à conclusão que é até mais saudável do que a corrida, pois o risco de lesão é minimo ou quase nenhum.

Desse modo, dos sete dias da semana, em três passei a apenas caminhar, antes de ir para a academia. Outros três eu reservo para corrida e um (domingo, quando não tem corrida oficial) para descanso total. Com efeito, mantive meu peso, o que também foi importante. 

Naturalmente a corrida é minha paixão, por razões que são desnecessárias citar aqui. Assim, o que quero mesmo é continuar correndo e neste ano de 2017 espero voltar a participar de mais corridas oficiais, principalmente as promovidas pela AVAB (Associação dos Veteranos de Atletismo da Bahia) e as organizadas pela FBA (Federação Baiana de Atletismo), cujo Calendário já foi divulgado.

Assim sendo, espero no dia 12 próximo participar pela oitava vez consecutiva da tradicional Corrida Sagrada, que abre o calendário baiano de corridas. 

Até lá....

Nota: Para um melhor entendimento, sugiro acessar os links inseridos no texto.