segunda-feira, 24 de maio de 2010

O PREÇO DO SEU SONHO


Doze conselhos essenciais para você desenvolver o gosto pelo que faz:

FOTO: Minha participação na Fila Night Run. 5 km em 34m12s. Inimaginável há um ano atrás.

Tenha metas claras

A história da humanidade é uma coleção infinita de vidas desperdiçadas. Amores que não criam relacionamentos gratificantes. Talentos que não se transformam em carreiras de sucesso. Os seus objetivos vão ajudar a manter o foco e evitar o desperdício de tempo, energia e dinheiro.

Eleve as suas expectativas

Os campeões sempre querem escalar a próxima montanha. Acomodação é sinal de pré-falência, pessoas com sonhos grandes olham para o futuro e criam energia para crescerem. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores procuram uma forma de realizar o seu objetivo .Comemore cada vitória, mas no dia seguinte parta para uma nova viagem.

Tenha um orientador

Viver é ter de decidir no meio da neblina, com a consciência de que o resultado das nossas decisões vai ser conhecido somente quando pouco restar a ser feito. Procure alguém de confiança, de preferência, mais experiente e bem sucedido para lhe orientar nos momentos de indecisão.

Pague o preço do seu sonho

Sonhar é o primeiro passo, porém, depois do sonho vem o trabalho. Ninguém consegue nada de graça na vida. O pódium é daqueles que aprendem a lutar por suas metas. É muito melhor investir no sacrifício da realização do que administrar a eterna dor da frustração.

Amplie os seus relacionamentos profissionais

Os amigos são a melhor referência em um momento de crise e a melhor fonte de oportunidades no momento de expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos. Invista em seu networking.

Aprenda a trabalhar em velocidade

O ritmo do mundo só vai acelerar, você já observou como as pessoas sobem e descem a um ritmo frenético? Quem aprender a produzir sob pressão vai levar uma vantagem infinita.

Seja organizado e planeje bem antes de iniciar a mudança

Os arquitetos gostam muito de conhecer bem as pessoas, discutir muito o projeto antes de iniciar a obra. Fazer tudo de supetão leva a um desgaste desnecessário. A melhor ação é sempre a análise consistente do novo projeto de vida.

Celebre as vitórias

Compartilhe seu sucesso com pessoas queridas. Mesmo as pequenas conquistas devem ser celebrada com alegria. Grite, chore, encha-se de energia para os próximos desafios.

Realize

Estabeleça um objetivo e parta para a ação. Ficar imaginado como seria bom ver seu sonho realizado, não vai torná-lo realidade. Planejar e cumprir o passo-a-passo é que permitirá o sucesso da empreitada.

Relacione-se

Relacionar-se com as pessoas é uma das qualidades mais exigidas de um profissional, pois é convivendo que aprendemos a compreender e ajudar. Duas características que todos os líderes devem ter de sobra.

Delegue

Confiar no parceiro com o qual trabalha é a grande virtude de um líder, só assim os dois poderão crescer dentro da empresa. Se você não treinar alguém para o seu cargo, permanecerá onde está para sempre, pois ninguém saberá fazer melhor do que você. Para subir é necessário delegar.

Seja Utópico e lute pela sua utopia

Já pensou a vida sem o avião? Se Santos Dumond não acreditasse em sua utopia, é provável que esse instrumento tão comum, ainda não fizesse parte de nosso cotidiano. Portanto, acredite na sua utopia e mãos à obra.

*Roberto Shinyashiki é escritor e palestraste e prepara um novo livro sobre liderança. Email: robertoshinyashiki@editoragente.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ser Feliz não é Pecado


"A felicidade é desprezada por muita gente. A pessoa feliz sofre o preconceito de parecer uma pessoa vazia, sem conteúdo. No entanto, algo ela tem, senão não incomodaria tanto. Será que é porque ela nos confronta com nossa própria miséria existencial? É irritante ver alguém naturalmente linda, rica, simpática, inteligente, culta, talentosa, apaixonada e, ainda por cima, magra! Essa ninfa nunca ouviu falar em insônia, depressão, dívidas, mousse de chocolate?

Os felizes ainda estão associados ao padrão “comercial de margarina”, portanto, costumam ser idealizados - e desacreditados. É como se fossem marcianos, só que não são verdes. Por isso, damos mais crédito aos angustiados, aos irônicos, aos pessimistas. Por não aparentarem possuir vínculo com essa tal felicidade, dão a entender que têm uma vida muito mais profunda. Você é feliz? Não espalhe, já que tanta gente se sente agredida com isso. Mas também não se culpe, porque felicidade é coisa bem diferente do que ser linda, rica, simpática e aquela coisa toda. Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo.

O psicanalista Contardo Calligaris certa vez disse uma frase que sublinhei: “Ser feliz não é tão importante, mais vale ter uma vida interessante”. Creio que ele estava rejeitando justamente esta busca pelo kit felicidade, composto de meia dúzia de realizações convencionais. Ter uma vida interessante é outra coisa: é cair e levantar, se movimentar, relacionar-se com as pessoas, não ter medo de mudanças, encarar o erro como um caminho para encontrar novas soluções, ter a cara-de-pau de se testar em outros papéis - e humildade para abandoná-los se não der certo. Uma vida interessante é outro tipo de vida feliz: a que passou ao largo dos contos-de-fada. É o que faz você ter uma biografia com mais de 10 páginas.

Se você acredita que ser feliz compromete seu currículo de intelectual engajado, troque por outro termo, mas não cuspa neste prato. Embriague-se de satisfação íntima e justifique-se dizendo que é um louco, apenas isso. Como você sabe, os loucos sempre encontram as portas do céu abertas.

Rita Lee, que já passou por poucas e boas, mas nunca se queixou de não ter uma vida interessante, anos atrás musicou com Arnaldo Batista estes versos: “Se eles são bonitos, sou Alain Delon/ se eles são famosos/ sou Napoleão/se eles têm três carros/ eu posso voar”. Também faço da Balada do Louco meu hino, que assim encerra: “Mais louco é quem me diz que não é feliz”.

Eu sou feliz."

(Martha Medeiros, do livro ‘Divã’, publicado em 2002; este livro deu origem a uma peça e depois a um filme, ambos estrelados pela atriz Lilia Cabral)

Foto: Eu, minha mulher e meus quatro filhos, no dia das mães (09-05-2010)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O que faz você Feliz?


A curiosidade move os inquietos, o amor, os apaixonados, e você, o que motiva a sua existência? Cuidar dos netos, trabalhar com aquilo que gosta, superar limites. Todos nós somos movidos por um desejo, uma paixão que nos faz seguir em frente. Mas nós sabemos - e você também - que, nem sempre, reconhecemos exatamente do que é mesmo que devemos ir atrás. Em outras palavras, o que nos faz vibrar e experimentar aquela sensação de extrema, por que não, felicidade?

Segundo o psicólogo americano, Abraham Maslow, criador da teoria da motivação, o ser humano é um ser de necessidade. Para ele, a motivação é o resultado dos estímulos que impulsiona os indivíduos, levando-os à ação. E para que exista essa ação é preciso suprir uma necessidade, seja ela externa ou do próprio organismo. Saindo da teoria, chegando à prática. Desde a necessidade de se alimentar, dormir, até a necessidade de autoconfiança, respeito e prestígio, o ser humano é sempre motivado por alguma coisa.

A psicóloga e especialista em Gerontologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Andrea Fernandes concorda. Segundo ela, a motivação é capaz de mudar trajetórias. "Tentar coisas novas, descobrir novos lugares e aptidões são atitudes que aumentam as chances de encontrar prazer naquilo que fazemos. Inovar é um bom caminho para descobrir a verdadeira motivação que nos faz viver”, afirma ela.

Andrea Fernandes é tão motivada a falar de motivação - e o trocadilho é proposital -, que reuniu, para o maisde50, as formas mais fáceis de ajudar você a descobrir o que move a sua vida.

Nem pense duas vezes. Siga os 10 passos abaixo:

1. Descubra o que te dá prazer
Embora estejamos em constantes mudanças, há certamente coisas e ações que gostamos mais ou menos de desempenhar. Ao saber identificar o que nos proporciona mais prazer e o que temos menos tolerância, podemos fazer nossas escolhas com mais clareza, estando em contato com situações positivas e evitando as que causam desprazer.

2. Experimente
Tentar coisas novas ou tentar novamente a mesma atividade com outro tipo de enfrentamento pode nos fazer muito bem. Às vezes, uma atividade que consideramos chata pode se transformar em agradável, dependendo de como estamos nos sentindo naquele dia ou dependendo da companhia, por exemplo. Além disso, tentar novas aptidões ou situações aumenta a chance de encontrarmos mais coisas que nos deem prazer.

3. Diversifique
Desempenhar diferentes funções e fazer atividades diferentes amplia o leque de coisas prazerosas que podemos encontrar no dia a dia e que, até então, eram por nos desconhecidas. Descobrir novos lugares ou até mesmo novos amigos nos faz encontrar outros fatores positivos. Ao fazer várias coisas, ampliamos o número de ações prazerosas, ampliando a nossa fonte de prazer.

4. Busque coisas novas, mas resgate o velho também
Saber aumentar os lugares ou ações onde encontramos prazer nos faz ficar menos dependente de uma fonte só, ou seja, na ausência deste fator especifico que nos dá prazer, temos outro lugar para encontrá-lo. Isto quer dizer que buscar novos lugares é fundamental para termos mais chance de nos sentirmos vivos, alegres, porém não devemos abandonar ou esquecer as fontes de prazer que tínhamos anteriormente. Desta forma, poderemos caminhar livremente, tendo mais opção e possibilidade de encontrarmos a felicidade acumulando experiências do que as substituindo.

5. Ache parceiros que compartilhem da mesma ideia
Ninguém vive sozinho no mundo. Compartilhar as experiências e emoções fica muito mais agradável quando estamos acompanhados. Ter a presença de alguém para dividir e apreciar os momentos que consideramos bons e incríveis afasta o sentimento de solidão, nos inserindo cada vez mais na rede social, o que por sua vez, aumenta ainda mais a chance de descobrirmos novas possibilidades de prazer e alegria.

6. Encontre pessoas diferentes
Embora estar em contato com pessoas que gostam das mesmas coisas que nós seja positivo, buscar gente diferente também pode ser uma experiência válida. Ser apresentada a novos mundos, novos lugares, novos livros ou novos programas pode nos fazer encontrar novas formas de encarar a vida.

7. Mude
Algumas coisas da vida são praticamente impossíveis de serem mudadas. Nem sempre temos a chance de trocar uma atividade que realizamos com sacrifício e sem vontade por algo que nos excita e nos motiva. Porém, algumas vezes, por inércia ou comodismo, nos habituamos com alguma ação, mesmo ela sendo mutável. O que não nos é imposto e exigido, e que não é fonte de prazer, podemos e devemos transformar. Aí, sem dúvida, iremos conseguir sentir o gostinho agradável da mudança e o arrependimento por não tê-la realizado antes.

8. Tente ver o mundo por outro ângulo
Quando não temos a possibilidade de mudança, de transformar aquilo que consideramos negativo em positivo, o que nos resta fazer é tentar encontrar o que de bom há em desempenhar tal atividade. Que fique claro que não queremos fazer o ‘jogo do contente’, onde a felicidade deve ser achada, mesmo que esteja quase invisível. O que propomos é que, já que a atividade é inevitável, devemos procurar o por quê dela ser tão essencial e, talvez isto, nos traga menos pesar e mais lucidez e razões para concretizar tal ação, transformando-a nem que seja só um pouquinho, em positiva.

9. Insira um hobby em sua vida
Depois de descobrir o que gosta, insira-o no seu dia a dia. Mesmo que por poucas horas, o prazer que isto lhe trará e a renovação que ele pode proporcionar é de um apreço enorme. Pode ser um livro, um esporte, uma soneca depois do almoço, uma boa refeição, etc. Quando eles estão realmente presentes no cotidiano, nos motivam a continuar a batalha de uma maneira mais leve e suave.

10. Pense positivo
Pensamento positivo não traz melhoras e nem provoca mudanças, mas quando ele vem acompanhado da ação, ele nos permite uma volta de 180 graus no modo de ser e de viver. Destacar o que temos de bom na vida e encarar as obrigações e chatices com outro olhar também e responsável por uma vida mais agradável e bonita.

Fonte: site www.maisde50.com.br

Foto: minhas queridas netas: Marina, Bianca e Lara.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

MEU VÍCIO

Corrida de rua é um esporte e também um vício. Há cerca de 7 meses comecei a treinar e no último dia 11/04 participei de minha segunda corrida oficial - Corrida da Adidas, realizada aqui em Salvador. Fiz 5 km em 34m44s. Parece pouco, mas para mim, que troquei o vício da bebida pelo vício de praticar atividades físicas, é extraordinário. Nesta foto eu estava a poucos metros da chegada....

quinta-feira, 8 de abril de 2010

REGRAS DE FELICIDADE

Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxílio.

Todo solo responde não somente conforme a plantação mas também segundo os cuidados que recebe.


Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.

Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.


Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom dos acontecimentos, pessoas e coisas.

Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influência do mal.


Mostremos o melhor sorriso - o sorriso que nos nasça do coração - sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.


Evitemos discussões.

Diálogo, na essência, é intercâmbio.


Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.

Estime a tarefa dos outros, prestigiando- a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.

Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.

Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.

Você é uma instituição com objetivos próprios dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.

Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão você.


Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá se quiser.

A Divina Providência jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.

(Texto extraído do livro “Na era do Espírito”)

segunda-feira, 29 de março de 2010

AMIZADE


ESTES CASAIS - JOSÉ JUIZ e OFÉLIA, CLÁUDIO e ANA, GILSON E LÍGIA, MANOEL ANTÔNIO e JULIETA, GERMANO e ICLÉA, ROBERTO e TELMA, FERNANDO e CELMA, HONÓRIO e LÍVIA, MOACIR e MIRIAM, ODONEL e LENE e NOÉLIO e MARTA, SÃO PESSOAS ÀS QUAIS EU E MINHA ESPOSA GRACIENE DEDICAMOS UMA VERDADEIRA AMIZADE.


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Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.

Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.

A coisa mais importante, a coisa mais valiosa, era a amizade.
Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.
Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.

As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos.

Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.
Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.

Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro
ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.
Como era o mais querido da cidade, o garoto foi a primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez o menino procurou a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.

Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO.

A todos que dava CARINHO, apenas dizia:
"Obrigado por receber meu carinho".

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.

Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.

Um outro fez o mesmo...

Mais outro...e outro...até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

MORAL DA HISTÓRIA:

Fazer as coisas pensando em receber em troca não é o melhor caminho para se conquistar as pessoas. Devemos fazer, sempre, apenas lembrando que um amigo existe é muito importante.

Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que um amigo existe é a forma mais simples de fazê-lo. Se você se doa de coração, com certeza um dia será recompensado.

domingo, 28 de março de 2010

Amigo faz bem para a saúde

Durante minha trajetória como funcionário do Banco do Nordeste fiz muitos amigos pelas diversas cidades onde trabalhei.

O texto abaixo é uma homenagem especial ao meu querido amigo Pedro Souza (Pedrão), com o qual trabalhei nas cidades de Alagoinhas e Feira de Santana (BA), nos anos de 1983/1987 e 1988/1991, respectivamente.

Pedrão é uma figura ímpar. Leal, confiável, honesto, trabalhador, enfim, detentor de todas as qualidades que um homem deve possuir.

"Em busca de saúde as pessoas vão atrás de médicos, remédios comprados por conta própria, suplementos vitamínicos e livros de auto-ajuda. Mas elas também recorrem a uma outra arma poderosa capaz de combater doenças e melhorar a qualidade de vida: os amigos, escreve Tara Paker-Pope, colunista de saúde do jornal The New York Times. Os pesquisadores começam a perceber a influência da amizade e dos círculos sociais na mente e no corpo. Os amigos fazem bem. Estudos médicos e científicos mostram essa relação.

Vida prolongada – Um estudo australiano, feito ao longo de dez anos com mais de 1.477 pessoas com mais de 70 anos de idade, apontou que aquelas mais sociáveis tinham 22% menos chance de morrer do que as solitárias, diz o British Medical Journal.

Memória renovada – Amigos estimulam a mente, favorecem aspectos cognitivos e ajudam a preservar lembranças, concluíram pesquisadores da Universidade Harvard depois de acompanhar 16.638 adultos durante seis anos. O estudo saiu no American Journal of Public Health.

Combate ao câncer – Uma pesquisa de diversos institutos americanos, como a Universidade da Califórnia e Harvard, com 2.835 enfermeiras com câncer de mama comprovou que aquelas sem pessoas próximas apresentavam quatro vezes mais risco de morrer do que as que tinham dez ou mais amigos. O relatório foi divulgado no Journal of Clinical Oncology.

Coração protegido – Homens bem relacionados têm menos chance de apresentar problemas do coração e sofrer ataques cardíacos, comprovam pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, depois de acompanhar 736 homens de meia-idade durante seis anos, afirma o Pshychosomatic Medicene.

De onde vem este poder da amizade? A razão não é clara. Não se trata de ter alguém ao lado para pegar um copo d’água na hora da medicação. Os benefícios vão além da assistência médica e não implicam, necessariamente, em proximidade física. O que conta é a sensação de amparo psicológico.

Em muitos estudos os amigos têm um papel mais determinante que o cônjuge. Entre as enfermeiras americanas com câncer de mama, ter marido não fazia a diferença para a sobrevida. A relação entre amigos se dá na linha horizontal, de igual para igual, com absoluta sinceridade, o que nem sempre é possível entre cônjuges e familiares. “A amizade assinala o mais alto ponto de perfeição da sociedade. Nas relações entre pais e filhos é mais o respeito que domina. Não podem os filhos dar conselhos ou formular censura a seus pais, o que é, entretanto uma das primeiras obrigações da amizade”, escreveu o filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592) em seus Ensaios.

Os benefícios proporcionados pela amizade tiveram início nos primórdios da evolução. O antropólogo e psicólogo evolucionista Robin Dubar, da Universidade de Liverpol, chegou a essa conclusão ao perceber que nos macacos havia relação entre o tamanho da massa cinzenta e o número de integrantes do grupo. Quanto mais elementos tivessem o bando de uma espécie, mais volumoso seria o córtex dos animais.

A partir desta observação, Dunbar criou a teoria do cérebro social, segundo o qual o desenvolvimento das estruturas sociais teria impulsionado a evolução do cérebro. Quanto maior o grupo, mais informações precisam ser processadas pelo cérebro. Sendo assim, a quantidade de processamento do cérebro também limitaria o tamanho do nosso círculo social. Esse limite seria de aproximadamente 150 pessoas.

Para os benefícios à saúde, no entanto, a quantidade necessária de amigos é bem menor. Dunbar classifica os 150 amigos em anéis concêntricos. O primeiro anel é formado por três, quatro ou máximo cinco pessoas, essenciais para o nosso bem-estar. Elas são incorporadas em estágios diferentes da vida, segundo uma pesquisa da Universidade de Meryland, nos Estados Unidos.

Os homens encontram os seus melhores amigos por volta dos 40 anos. Nessa idade eles são menos competitivos e dependem menos de amizades por interesse. Já as mulheres se esforçam mais em manter o círculo formado aos 20 e aos 30 anos. Em termos de bem-estar o tempo de convivência é irrelevante. O que vale mesmo é o abraço sincero, camarada. (Extraído da Revista da Semana)"