domingo, 15 de novembro de 2009

LONGEVIDADE SAUDÁVEL E FELIZ

Você está no comando?

Conhecer o funcionamento do organismo é o primeiro passo para a longevidade saudável e feliz. E nunca é tarde para começar a se cuidar: a partir dos 50 anos, é possível controlar 80% do destino de sua saúde. Sim, até mesmo para quem foi relapso nas décadas anteriores


Se você chegou aos 50 anos varando as noites no escritório, trocando a ginástica por uma horinha a mais na cama, driblando a salada e os grelhados, é bem provável que tenha desistido de levar uma vida saudável, porque "é tarde demais". Pois bem, a ciência da longevidade traz boas-novas. Se você chegou aos 50 anos com uma rotina pouco saudável, mas livre de doenças mais graves, saiba que tem 80% de chance de chegar à velhice, e em boa forma (os outros 20% continuam a caber à genética). Ou seja, quanto e como viver daqui para a frente está em suas mãos. Basta não achar que é tarde demais para mudar. "Modificar os maus hábitos aos 50 é quase tão bom quanto nunca tê-los tido", diz o médico Wilson Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. E a chave para o envelhecimento proveitoso e feliz é não fumar, praticar exercícios físicos, dormir bem, alimentar-se de forma adequada, evitar o stress e blá-blá-blá... A ladainha dos hábitos saudáveis sempre foi muito maçante, convenhamos. Mas um livro lançado nos Estados Unidos pode tornar a coisa menos chata e até divertida. Com uma linguagem bastante simples, a versão atualizada e ampliada de Você: Manual do Proprietário, dos médicos americanos Michael Roizen e Mehmet Oz, é um dos mais ricos compêndios sobre o funcionamento do corpo humano, a importância de prevenir os efeitos do envelhecimento e, principalmente, como fazê-lo. Uma das lições do primeiro capítulo: "Conhecer seu corpo lhe dá o poder de mudá-lo, mantê-lo e fortalecê-lo".

O poder de cada um sobre o destino de sua própria saúde, paradoxalmente, aumenta com o passar do tempo. "Quanto mais velho você for, maior será esse controle", disse Roizen em entrevista a VEJA. Médico da Cleveland Clinic, Roizen foi o criador, na década de 90, do conceito da idade real. Ele sustenta que as pessoas não têm necessariamente a idade indicada em seus documentos. Do ponto de vista biológico, podem ser mais jovens ou mais velhas, dependendo do modo como cuidam de si mesmas ao longo da existência. Conforme os anos avançam, enquanto os genes vão perdendo a capacidade de causar maiores danos por si só, o estilo de vida ganha mais relevância. Em geral, as doenças genéticas se manifestam nos primeiros vinte anos de vida. Depois dessa fase, são os hábitos que ativam ou não os genes associados à maioria das doenças crônico-degenerativas. Para se ter uma ideia de tal equação, basta lembrar que a genética controla cerca de 75% do desenvolvimento de um feto. Se o embrião carrega mutações genéticas graves, ainda que a mãe siga todos os preceitos da boa gestante, ele não vinga. É um dos mecanismos biológicos mais importantes para a proteção e a perpetuação da espécie. Se o feto, no entanto, possui uma genética favorável, mesmo que ele seja exposto a comportamentos inadequados da mãe, como fumar ou beber, ainda são boas as chances de ele nascer com saúde.

Na corrida em busca da longevidade feliz, os "saudáveis de última hora" largam em desvantagem em relação aos "sempre saudáveis", mas, na maioria das vezes, conseguem alcançá-los. Para constatar os benefícios de tal reviravolta, tente identificar na academia os alunos recém-matriculados, os que se exercitam há seis meses e os que treinam há seis anos. Os novatos são facilmente reconhecíveis: além da roupa nova e dos tênis branquinhos, sobram gordurinhas e falta tônus muscular. Já quanto aos outros dois tipos, ganha um prato de salada quem conseguir notar a diferença. "Seja qual for a idade, quem pratica atividade física há seis meses se aproxima muito mais de quem se exercita há seis anos do que de quem ainda está abandonando o sedentarismo", diz Jacob Filho. Os benefícios proporcionados pelos hábitos saudáveis não demoram a ser sentidos – e notados. Com a palavra, Roizen: "Em geral, num prazo que não ultrapassa três semanas, você passa a se sentir melhor. E, em três meses, já percebe que tem mais energia". Essa é a sensação que, segundo ele, resulta do controle sobre o destino de nossa saúde.

O grau de domínio que temos sobre nosso organismo está estampado em nossa aparência – e não apenas em nossas células, fibras musculares, neurônios ou hormônios. "A aparência física é o espelho do autocuidado", define o médico Renato Maia Guimarães, presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria. Obviamente não se trata aqui de uma avaliação de beleza. Devem-se desconsiderar também as intervenções feitas com o intuito de disfarçar a passagem do tempo, como as cirurgias plásticas ou as injeções de Botox. Uma pele sem viço e manchada, por exemplo, pode ser indício de que a pessoa abusa do cigarro, economiza no filtro solar ou não toma água em quantidade suficiente. Mas talvez o maior marcador de saúde, no campo das aparências, sejam os dentes. "Quem não cuida da saúde bucal não cuida de vários outros aspectos", diz Guimarães. Além da higiene inadequada, dentes amarelados e manchados podem significar excesso de nicotina ou de açúcar. Dentes muito pequenos podem ter sido desgastados em crises constantes de ansiedade. Gengivas vermelhas e inchadas podem indicar inflamações decorrentes de um quadro de diabetes malcuidado. Parafraseando o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), só os maus médicos não julgam pela aparência.

Embora os conhecimentos da medicina avancem a passos largos e se disseminem num ritmo ainda mais intenso, por que as pessoas têm tanta dificuldade de mudar seus hábitos de vida? "Um dos maiores obstáculos é o desconhecimento sobre o funcionamento do próprio organismo", diz o geriatra Ângelo Bós, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul. No livro Você: Manual do Proprietário, pelo menos a metade do conteúdo é dedicada a desvendar alguns dos mitos levados pelos pacientes aos consultórios de Roizen e Oz. A seguir, os mais comuns deles:

Você saberá quando o infarto estiver se aproximando

Cerca de 30% dos infartos são assintomáticos. Ou seja, não causam dor no peito, suor excessivo ou falta de fôlego. "A ausência de sintomas é comum entre os pacientes vítimas de um infarto de pequena proporção ou entre os diabéticos", explica o cardiologista Marcus Malachias. Nesse último caso, o excesso de glicose no sangue danifica os nervos, alterando sua capacidade de conduzir o estímulo da dor.

Uma artéria com 90% de obstrução é mais perigosa do que uma artéria com 50% de obstrução

O infarto não ocorre somente pelo entupimento arterial. Ele também pode ser causado pelo rompimento das placas de gordura. As placas menores têm consistência mais gelatinosa e, por isso, são mais propensas a se romper. Como são mais enrijecidas, as placas maiores oferecem menos perigo. A obstrução provocada pelo rompimento de uma placa pode acontecer a qualquer momento. A obstrução desencadeada pelo crescimento de placa, por sua vez, é gradual.

Quanto mais caros são os tratamentos dermatológicos, maior é o benefício para a pele do rosto

"Com 70 reais por mês, é possível manter a pele do rosto dez anos mais jovem", diz o dermatologista Adilson Costa, da PUC de Campinas. É o suficiente para comprar um produto composto de três ingredientes antienvelhecimento básicos: ácido retinoico, fator de proteção solar e substâncias hidratantes.

A desinformação sobre o funcionamento do próprio corpo, por mais estranho que pareça, começa na escola. O corpo humano é apresentado aos alunos por meio de explicações excessivamente teóricas e, não raro, superficiais. Tome-se como exemplo o que um estudante de 10 anos aprende nos livros didáticos sobre o coração: "O coração é um órgão oco. Dentro dele existem quatro cavidades, duas em cima e duas embaixo. É nessas cavidades que o sangue entra e sai quando é bombeado. As cavidades superiores são chamadas de átrios e as inferiores, de ventrículos...". Está correto, mas também é... desprovido de coração, por assim dizer. "A informação se torna interessante sobretudo se for relacionada a um contexto", afirma a bióloga Regina Pekelmann Markus, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. No caso do ensino do corpo humano, isso significa associar seus mecanismos à saúde, às doenças, a hábitos de vida. É de criança que se aprende a ficar velho.

Fonte: Revista Veja, edição de 18/11/2009.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

AMIGO DE SI MESMO

Em seu recém-lançado livro "Quem Pensas Tu que Eu Sou?", o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como Se o Cigarro de García Márquez Falasse, Somos Todos Estranhos ou A Crueldade é Humana. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria. Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: “Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo”.


Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.

Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.

Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: “Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza”. É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.

Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”.

Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância.

Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo.


(texto de Martha Medeiros, publicado no jornal Zero Hora/RS - outubro/2009)

SE A FLOR-DE-LÓTUS CONSEGUE, POR QUE NÃO VOCÊ?

É difícil viver com qualidade nas grandes metrópoles, com toda a correria, o trânsito e o estresse típico desses lugares. Mas, será mesmo? A flor-de-lótus, por exemplo, apesar de crescer na lama, só abre as pétalas depois de erguer além da superfície.

Transpondo essa situação para as cidades, conclui-se que, até no meio de tantos estímulos dispersos, é possível viver bem; desde que haja consciência e determinação quanto ao trajeto a ser seguido. A mosca, ainda que rodeada de flores, irá pousar no que houver de mais nojento. Já com a abelha ocorre o inverso: cercada pela sujeira, ela só assenta quando encontra uma flor. É uma escolha de caminhos.

Por isso, o equilíbrio interno é importante; só ele te permite ser quem você é, independentemente do que há na vizinhança. O primeiro passo para encontrá-lo é a conscientização, essencial na rotina de quem quer deixar de ser vítima das circunstâncias e tomar as rédeas da própria vida.

O futuro sempre estará em branco. Com essa idéia em mente, tem início um processo de desrobotização - e aqui é necessário abrir parênteses: a intenção motriz desse processo tem de ser a reciclagem de hábitos não para combater alguma coisa, e sim para atrair aquilo que interessa.

É preciso acreditar intimamente que é possível conseguir. Isso tem de ser genuíno, e o sucesso é conseqüência direta desse estado de espírito. Sintonizado, focado em seu caminho, vida e arte estão unidas. A nossa energia é canalizada para onde estiver nossa atenção, ou seja, voltar-se àquilo que você não quer é uma estratégia poderosa para afastar o que realmente desperta o prazer.

Começar um treino pensando em tentar viver melhor é um desastre. Ninguém tenta subir uma escada, você sobe e pronto. O medo de não conseguir fazer uma dieta, manter um relacionamento ou obter músculos mais fortes acaba ocupando o espaço da realização desses objetivos.

Quando elegemos um alvo e, de corpo e alma, saímos em direção a ele, o universo conspira a nosso favor. Nós é que, distraidamente, corremos o risco de conspirar contra. Apaixonar-se por si mesmo é uma possibilidade real a partir do momento que nos aproximamos do nosso ser.

(escrito por Renato Cobra – Portal Minha Vida

AVAREZA

Diz o texto sagrado que o Espírito levou Jesus ao deserto para ser testado pelo Demônio. Essa é a missão dos Demônios: testar os homens para saber a qualidade de que são feitos.

A tentação só acontece no lugar onde mora o desejo. Ninguém é tentado a comer tijolos. Porque ninguém deseja comer tijolos. É preciso que haja o desejo para que a tentação aconteça.

(...)

Quem tem dinheiro tem todas as coisas. O dinheiro é o deus do mundo. O Vinícius inicia o seu poema O Operário em Construção citando esse texto do evangelho. O operário, no alto do monte, tentado pelas riquezas! Porque o fascínio pelo dinheiro não mora apenas no coração dos ricos. Mora também no coração dos pobres.

Avarenta é a pessoa que adora o dinheiro. Mas esqueça as imagens comuns do avarento – o pão-duro, o unha-de-fome, o mesquinho... Esse avarento é um coitado. Faz mal a pouca gente. Ele é o maior prejudicado. Da sua companhia todos fogem. Ele é ridículo. Avareza não é isso. É uma qualidade espiritual. O avarento é uma pessoa cujos olhos passaram por uma transformação: eles só vêem coisas e pessoas através do dinheiro. Todos os seus sentidos estéticos e éticos foram destruídos. Beleza, ternura, amor, honestidade, justiça – essas coisas não entram na sua contabilidade.

Por que o avarento se entrega ao amor ao dinheiro? Porque ele sabe que o dinheiro é um deus que tem poderes para operar as mais fantásticas transformações. Marx era bom teólogo; ele conhecia o poder do deus dinheiro para operara milagres. Vejam os comentários que ele fez de textos de Goethe e Shakespeare.

“Eu sou feio, mas posso comprar a mulher mais bonita para mim mesmo. Conseqüentemente eu não sou feio, porque o efeito da feiúra, o seu poder para repelir, é anulado pelo dinheiro. Como indivíduo sou um aleijado, mas o dinheiro me dá vinte e quatro pernas. Portanto eu não sou aleijado. Eu sou um homem detestável, sem honra, sem escrúpulos e estúpido, mas o dinheiro é objeto de admiração universal e portanto eu, que tenho dinheiro, sou admirado. Sou curto de inteligência, mas desde que o dinheiro é o espírito de todas as coisas, como poderia aquele que o possui não ser inteligente? Eu, que pelo poder do dinheiro, posso possuir tudo aquilo que o coração humano deseja, não sou possuidor também de todas as virtudes humanas.”

Pense nas misérias do Brasil. Elas não foram produzidas pela ira, pela preguiça, pela inveja, pela gula, pela arrogância, pela luxúria. Esses demônios são fracos. Nossas misérias são produzidas pela avareza. As delícias da riqueza justificam qualquer tipo de corrupção. Pense nas tragédias do mundo, as guerras, os genocídios... Esses sofrimentos foram produzidos pelo uso de armas que foram pensadas por inteligências científicas e fabricadas com cabeças técnicas e vendidas por amor ao lucro. Mas quem é movido pela avareza não sabe o que é o sofrimento dos outros. Perdeu a capacidade de compaixão. E com isso deixou de ser humano.

Adaptado (texto de Rubens Alves)

TRÊS COISAS NA VIDA

Há três coisas na vida que jamais retornarão:
O tempo
As palavras
as oportunidades.

Há três coisas na vida que podem destruir uma pessoa:
A ira
O orgulho
Não perdoar.

Há três coisas na vida que você nunca deve perder:
A paz
A esperança
A honestidade.

Há três coisas na vida de maior valor:
O amor
A bondade
A Familia.

Há três coisas na vida que não são seguras:
O êxito
A fortuna
Os sonhos.

Há três coisas na vida que formam uma pessoa:
A sinceridade
O compromisso
O trabalho árduo.

Há três pessoas divinas que são verdadeiramente constantes:
O Pai
O Filho
O Espirito Santo.

Enfim, há uma coisa na vida, que é imprescindível e deve ser cultivada como o maior bem: É A SAÚDE.....

domingo, 18 de outubro de 2009

LONGEVIDADE - COMO ULTRAPASSAR OS 100 ANOS

“STO LAT" - Como ultrapassar os 100 anos

(© Dr. Alessandro Loiola)

Em polonês, "STO LAT" é uma forma de cumprimento bastante comum e significa "que você viva cem anos!".

Desejar vida longa e próspera a alguém é uma das saudações mais bonitas que você pode fazer.

Em teoria, quanto mais vivemos, maiores serão nossas chances de sucesso e felicidade.

A longevidade também é uma maneira indireta de medir a qualidade de vida de um povo: apesar de todas as suas riquezas e monumentos, no Egito de 1.000 a.C. poucos ultrapassavam os 30 anos de idade.

Por volta da época de Cristo, a expectativa de vida havia melhorado pouca coisa: os homens viviam 45 anos em média e as mulheres, 36. Uma lástima.

Mas avançamos muito. Às portas do século XXI, o cidadão comum passou a viver uma média de 75 anos - o equivalente a 2 antigos egípcios e meio! Um tremendo salto de qualidade.

Mais que isto: nos últimos 40 anos, o número de pessoas com 100 anos de idade ou mais aumentou 1.000%.

Calcula-se que uma de cada 50 mulheres e um de cada 200 homens vivos hoje chegarão ao centenário.

E os cientistas dizem que é apenas o começo, pois temos potencial biológico para viver ainda mais, até os 130-150 anos de idade.

Então qual será o segredo?

Como fazer parte desta estatística e comemorar um supercentenário Sendo capaz de amarrar os próprios cadarços (se é que irão existir cadarços até lá)?

Inúmeros centros de pesquisa em todo o Mundo vêm se debruçando sobre o assunto, com algumas conclusões em comum.

Dentre várias, selecionei 05 medidas essenciais para você envelhecer com saúde:

1º - RESPEITE SEU ESTÔMAGO

O ditado "o peixe morre pela boca" também pode ser aplicado aos mamíferos. O alimento é o combustível do corpo. Cuide bem do seu motor, e ele lhe garantirá uma viagem longa e tranqüila. Por exemplo: 70% do colesterol presente no seu organismo são produzidos por você mesmo, principalmente pelo seu fígado. Seguir uma dieta capaz de reduzir os níveis de colesterol é tão importante quanto levar uma dieta pobre em gorduras. Quer outro exemplo? A qualidade da dieta influencia o risco de desenvolver vários tipos de tumor e os malignos são uma das principais causas de óbito na Terceira Idade. Leve isto em conta quando estiver escolhendo um Plano de Previdência Privada.

2º - RESPEITE SUA HIDRATAÇÃO

Um ser humano é pouco mais que um saco plástico contendo cerca de 40 litros de líquido viscoso e 20 quilos de miúdos secos. A água corresponde a 60% do seu peso. Assim como o radiador do seu carro, você precisa manter o nível de água dentro do ideal, sob o risco de ferver e ter de interromper a viagem antes do previsto. Mas atenção: não inclua bebidas alcoólicas na lista de líquidos preferenciais para hidratação. Ao invés disso, abuse da água potável e dos sucos de frutas naturais.

3º - RESPEITE SEU CÉREBRO

Considere o cérebro como o se fosse o "músculo" mais eficiente do seu corpo.

Não o deixe atrofiar por falta de exercícios! Procure estar à volta com atividades que estimulem o raciocínio, desde jogos de memória até equações de física quântica. À noite, premie o esforço dos neurônios com sono de boa qualidade.

4º - RESPEITE SEUS OSSOS

Para cada 1 hora de exercícios regulares, você adiciona 3 horas à sua vida.

É uma boa troca, não? Mas nada de exageros: para subir uma escada aos 80 ou levantar-se da cadeira aos 90, você precisará de ossos flexíveis. Na Terceira Idade, um esqueleto estável é mais importante que braços definidos ou um abdome tanquinho. Respeite seus ossos fazendo alongamentos pelo menos duas vezes por semana e obedecendo aos limites de velocidade no trânsito.

5 º - PROCURE UM SENTIDO

Envelhecer significa livrar-se de alguns pesos. Filhos, contas, emprego, responsabilidades... muita coisa sai de cima dos seus ombros. Mas uma carga menor também pode significar um sentido menor para a vida. Essa é uma armadilha comum. A resposta é procurar sempre um novo lugar, uma nova perspectiva existencial. Como disse John Barrymore, "só envelhecemos de verdade quando começamos a trocar nossos sonhos por arrependimentos".

Portanto: Aposentou-se? Assuma riscos diferentes, reinvente desafios, volte a estudar, compre um animal de estimação, participe de grupos de leitura, desempenhe trabalhos voluntários (que tal lecionar para crianças carentes?).

Separou ou enviuvou? Viaje, faça aulas de dança, conheça pessoas e comece a namorar novamente. Certamente existem aventuras neste mundo que você gostaria de fazer e ainda não fez. Se não forem contra a Lei, faça-as imediatamente!

Então, abraços e "STO LAT"!

"As rugas devem indicar apenas onde os sorrisos estiveram"!

(Mark Twain)

domingo, 11 de outubro de 2009

EU CONSEGUI PARAR DE BEBER

Quando pesava 100 quilos.














Atualmente, com 81 quilos!


Hoje, 11 de outubro de 2016, completa exatamente 8(OIT0) anos  que parei de ingerir quaisquer espécies de bebidas alcoólicas.

Depois de ter bebido, quase sempre sem moderação, por quase 50 (cinqüenta) anos, considero esta data como a do meu RENASCIMENTO e, enquanto Deus me der vida e saúde, vou comemorar com meus amigos e amigas do Clube de Corrida, da Academia e das Caminhadas.

Troquei o vício da bebida, pelo prazer de fazer atividades físicas, graças a Deus, pois nunca me senti tão bem em toda a minha vida.

Eis minha história:

Quando surgiu a Lei Seca, eu decidi que tinha de parar de beber. Já havia tentado várias vezes, mas sempre recomeçava. Estava muito gordo, pesando quase 100 quilos.
Meu caso não era assim tão grave, pois não havia atingido todos os degraus do alcoolismo. Bebia diariamente, mas sempre em casa e me alimentava bem. Aliás, comia demais. Minha bebida preferida era a cerveja, mas bebia tudo, uísque, conhaque, vodka, vinho, cachaça, etc. Costumava dizer que eu bebia por hora, tipo assim: duas, três, quatro horas de bebida, o que podia dar três/quatro litros de cerveja.

Decidi então procurar ajuda profissional. Minha primeira consulta foi em 27/08/2008. Na verdade, eu não queria parar de vez, mas apenas ter mais controle. A médica que me atendeu foi taxativa: tinha que ser oito ou oitenta. Não podia ter meio termo.
Confesso que afora o receio de ser flagrado bebendo e dirigindo, coisa que sempre fiz, também estava muito preocupado com meus índices de glicemia, que chegou a 132mg. Ainda era baixo, mas eu já estava praticamente diabético e cheguei tomar remédios para a doença.

A médica me receitou um remédio chamado Topamax, cujo genérico é o Topiramato. Inicialmente as dosagens foram mínimas e ela disse que se eu quisesse podia beber, só que ia me sentir tão mal, que não continuaria. Foi o que aconteceu. Tentava beber, mas dava um mal estar tão grande, tipo dor de cabeça, boca amarga, etc. que tinha de parar.
Pensei em deixar o remédio, mas aí minha força de vontade prevaleceu. Ao retornar a consulta, a médica me receitou também o Valium, também em doses mínimas. Aí o mal estar foi desaparecendo e a vontade de beber diminuindo.

Nesse tempo, intensifiquei minhas atividades físicas. Já fazia regularmente caminhada e passei a fazer também hidroginástica. Como comecei a emagrecer, meu entusiasmo foi aumentando. Então, decidi parar de beber totalmente. Meu último gole foi em 11/10/2008. De lá para cá não arrisco beber nem cerveja sem álcool. Estou muito bem assim e com fé em Deus vou continuar. Parei de tomar os remédios sete meses após haver começado. Meu peso nesta data (11/10/2015) é 81 quilos.


Ingressei num Clube de Corrida em setembro de 2009, onde passei a treinar tres vezes por semana. Também faço Musculação às segundas, quartas e sextas. Já participei de 67 provas oficiais, inclusive sete meias maratonas, a São Silvestre 2012, uma prova de 25 km e fiz um sub-60 nos 10 km na XXX Corrida Rústica Riachuelo. Meu melhor tempo nos 5 km foi de 29m. Através das corridas fiz novos amigos e amigas. Meu único problema de saúde atualmente é a pressão alta, mas devidamente controlada. Minha vida realmente mudou e, o mais importante, aumentou minha fé em Deus, para quem nada é impossível.

Salvador-Ba. Postagem editada em 11 de outubro de 2016
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JOSÉ AMÂNCIO NETO